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Uma das minhas experiências profissionais foi como professor. Foi um período curto, menos de três anos, em cursos livres de informática. Uma pequena amostra dessa atividade que me fascina e me assusta. A experiência de entrar numa sala de aula e entregar, voluntariamente, conhecimento, energia, suor e sangue é algo que deveria ser compreendido e sentido, ao menos uma vez, por quem está recebendo esses sacrifícios (sacrifício, digo, no sentido de abnegação, oferenda, não… holocausto mesmo).
Não é uma atividade que se faz meramente por dinheiro ou por reconhecimento. Eu precisei passar por isso para entender que é quase como se consumir diariamente uma substância estimulante, delirante e viciante. Ah! se os alunos soubessem o êxtase que se sente ao final de um dia de aulas perfeitas, daquelas em que se conseguiu passar exatamente o que se planejou e (que raro!) se obteve a receptividade e compreensão desejadas. E como toda substância estimulante, ao final do dia não há mais forças. Ensinar exaure completamente as resistências físicas e mentais. A dor e o prazer diário de um parto.
Diante de uma turma não há dor no corpo nem na alma, doença, cansaço, depressão… nem vida lá fora. Não há tempo para essas “coisinhas” quando se coloca a alma em uma salva de ouro diante de alguém. E a dor de se ver essa oferta sendo espezinhada, vilipendiada impiedosamente pela platéia apática, descontrolada, completamente insensível diante desse momento, é a dor do parto de um natimorto. Não há adjetivos eficazes aqui.
Talvez o que nos resta de consolo é que a influência do momento em que se ensina algo (ou se tenta) pode, talvez, marcar a fogo a memória de quem o viveu, professor e aluno. Qual professor (ou ex) não traz na alma aquela aula memorável? Aquela turma estimulante? E qual aluno (ou ex) não traz no coração aquele professor memorável?
É em nome desses momentos, muitos, que eu trago na memória, por aqueles professores e a todos os meus ex-colegas e muitos amigos professores, dos cursos, da escola, da faculdade, da vida que eu trago no coração, que eu me apresento aqui, de forma representativa, para prestar minha homenagem e dizer: Muito obrigado! Não desistam! Esse caminho é sim de pedra, por vezes deslizante, por vezes cortante, mas sempre edificante.

Uma das minhas experiências profissionais foi como professor. Foi um período curto, menos de três anos, em cursos livres de informática. Uma pequena amostra dessa atividade que me fascina (e me assusta). A experiência de entrar numa sala de aula e entregar, voluntariamente, conhecimento, energia, suor e sangue é algo que deveria ser compreendido e sentido, ao menos uma vez, por quem está recebendo esses sacrifícios (sacrifício, digo, no sentido de abnegação, oferenda, não… holocausto mesmo).

Não é uma atividade que se faz meramente por dinheiro ou por reconhecimento. Eu precisei passar por isso para entender que é quase como se consumir diariamente uma substância estimulante, delirante e viciante. Ah! se os alunos soubessem o êxtase que se sente ao final de um dia de aulas perfeitas, daquelas em que se conseguiu passar exatamente o que se planejou e (que raro!) se obteve a receptividade e compreensão desejadas. E como toda substância estimulante, ao final do dia não há mais forças. Ensinar exaure completamente as resistências físicas e mentais. A dor e o prazer diário de um parto.

professores

Alunos de uma vila na Índia assistem aula embaixo de árvore

Diante de uma turma não há dor no corpo nem na alma, doença, cansaço, depressão… nem vida lá fora. Não há tempo para essas “coisinhas” quando se coloca a alma em uma salva de ouro diante de alguém. E a dor de se ver essa oferta sendo espezinhada, vilipendiada impiedosamente pela plateia apática, descontrolada, completamente insensível diante desse momento, é a dor do parto de um natimorto. Não há adjetivos eficazes aqui.

Talvez o que nos resta de consolo é que a influência do momento em que se ensina algo (ou se tenta) pode, talvez, marcar a fogo a memória de quem o viveu, professor e aluno. Qual professor (ou ex) não traz na alma aquela aula memorável? Aquela turma estimulante? E qual aluno (ou ex) não traz no coração aquele professor memorável?

É em nome desses momentos, muitos, que eu trago na memória, por aqueles professores e a todos os meus ex-colegas e muitos amigos professores, dos cursos, das escolas, da faculdade, da vida que eu trago no coração, que eu me apresento aqui, de forma representativa, para prestar minha homenagem e dizer: Muito obrigado! Não desistam! Esse caminho é sim de pedra, por vezes deslizante, por vezes cortante, mas sempre edificante.